Muito além da beleza, é preciso olhar para a sua saúde. Saiba como ter acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer.
Entramos no mês de outubro e, com ele, chega também a campanha do Outubro Rosa. O período marca uma série de iniciativas públicas e privadas para aumentar a conscientização sobre o câncer - em especial, o de mama - e promover o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado.
Você tem se cuidado? Tendemos a nos preocupar muito com o que vemos diante do espelho, mas muitas vezes esquecemos de olhar com atenção para a nossa saúde. Foi pensando nisso que foi criada, na década de 1990, a campanha “Outubro Rosa”. O objetivo era levar informação e conscientização às pessoas, principalmente mulheres, a respeito do câncer de mama, que representou, só no período de 2016 a 2020, 16,3% do total de óbitos ocasionados por câncer em mulheres no país. Como os maiores aliados na luta contra a doença são o diagnóstico e o tratamento precoces, o mês de outubro foi escolhido para propagar conhecimento e informação acerca da doença. Quanto mais pessoas conscientes, maiores as chances de detectar o problema cedo e iniciar o tratamento.
Mas afinal, o que é o câncer de mama?
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais na região das mamas. Essa multiplicação forma o que é chamado de tumor, que pode se espalhar por outros órgãos do corpo.
Não existe apenas um tipo de câncer de mama. Eles podem variar em velocidade de desenvolvimento. O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer em pessoas do sexo feminino do mundo. A incidência da doença em homens é de apenas 1%.
Quais os sintomas do câncer de mama?
O sintoma mais comum do câncer de mama é o surgimento de um ou mais nódulos nos seios que, na maioria dos casos, são indolores, duros e irregulares. Mas, como já vimos anteriormente, existem diferentes tipos de câncer de mama, podendo ser observados também nódulos com forma de globo bem definida e menos rígidos. Outro sintoma bastante comum é o edema cutâneo - acúmulo de líquido - que tem o aspecto de casca de laranja. Sintomas que também podem acometer pessoas com câncer de mama são: retração cutânea, dor no local, inversão do mamilo, hiperemia, descamação ou ulceração do mamilo, e secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea. Além de prestar atenção nas mamas, é preciso observar as axilas, porque nódulos também podem se formar nesta região.
Existem pessoas mais propensas a desenvolver câncer de mama?
O câncer de mama é uma combinação de diferentes fatores. Contudo, alguns deles podem significar um aumento de chances de desenvolver a doença. Os principais são: idade (mulheres maiores de 50 anos), histórico reprodutivo, estilo de vida, ambiente e fatores genéticos e hereditários.
O que fazer para se prevenir do câncer de mama?
Como falamos anteriormente, o câncer de mama é fruto da combinação de diversos fatores. Muitos deles, como a hereditariedade, por exemplo, não são passíveis de modificação. Por isso, adotar hábitos preventivos não significa eliminar o risco de desenvolver a doença, mas sim, minimizá-lo. Entre as ações que podem ajudar, estão: a melhoria da qualidade de vida (hábitos saudáveis, prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, controle do peso), além de amplo acesso à informação e ao sistema de saúde e realização de exames regulares.
O diagnóstico precoce
Quando falamos de câncer - independente do tipo - o diagnóstico precoce é um dos maiores aliados na batalha. As chances de recuperação aumentam consideravelmente quando a detecção da doença é feita cedo. Por isso, esteja atenta aos sinais que podem ser indicativos de câncer de mama e procure um médico caso perceba qualquer um deles:
- Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos.
- Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual.
- Nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade.
- Descarga papilar sanguinolenta unilateral.
- Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos.
- Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral.
- Presença de linfadenopatia axilar.
- Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.
- Retração na pele da mama.
- Mudança no formato do mamilo.
Um poderoso aliado no diagnóstico precoce é o autoexame da mama, que pode ser feito em casa. Confira abaixo como fazer o seu:

Fonte: Dra Rosa Bernardi / Reprodução / Site
Além disso, mulheres acima de 50 anos devem fazer, pelo menos uma vez ao ano, o exame da mamografia, que permite identificar possíveis alterações e nódulos nos seios.
Tenho câncer de mama, e agora?
Não se desespere. A primeira coisa a ser feita é procurar acompanhamento médico. Você pode buscar o Sistema Único de Saúde (SUS), que possui diversos hospitais especializados no tratamento dessa doença.
Os tratamentos disponíveis atualmente são divididos em duas categorias:
- Tratamento local: cirurgia e radioterapia (além de reconstrução mamária)
- Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica
Quem selecionará o tratamento mais adequado para o seu caso é o médico oncologista - ou seja, especialista em câncer - que te acompanhará durante todo o período necessário.
Ter uma rede de apoio é importante, mas não se esqueça: você pode vencer esta batalha.
Como ajudar uma mulher com câncer?
Uma das características que costumam ser mais dolorosas para mulheres em tratamento contra o câncer é a perda dos cabelos. Por isso, a doação de cabelos para a produção de perucas é uma das formas de demonstrar solidariedade e ajudar mulheres.
Além disso, o apoio no ambiente de trabalho também é importante, principalmente quando a mulher precisa se ausentar para seguir com o tratamento.
Promover momentos que ajudem na autoestima com certeza serão bem vindos. Afinal, um dos maiores desafios que envolvem o tratamento contra o câncer é manter a saúde mental em dia.
Espalhe informação e conhecimento. Isso ajuda a salvar vidas.
Fontes: